Caros estudantes de LB 5,
Esta postagem refere-se às aulas dos dias 05 e 06 de junho. Os textos que serão abordados nessas aulas são os seguintes:
- Trechos de Cultura e opulência do Brasil, de Antonil;
- Seleção de liras de Tomás Antônio Gonzaga.
Os textos encontram-se na pasta do curso.
Comentários podem ser feitos até o dia 04 de junho.
Bom fim de semana e bom feriado a todos!
sábado, 25 de maio de 2013
Os inconfidentes (1972), filme de Joaquim Pedro de Andrade
COM A PALAVRA, JOAQUIM PEDRO DE ANDRADE
"O Tiradentes demorou para tomar proporção dentro do roteiro, o núcleo de partida eram os três poetas. Porque além de termos registrados os seus depoimentos, nos Autos da Devassa, eles escreveram uma série de poesias sobre a Inconfidência. De um lado, um tipo de depoimento um pouco deformado pelo medo, pela pressão do interrogatório. De outro lado a poesia que obedecia em parte a esta motivação, mas tinha um olho muito fixo na posteridade. Gonzaga, por exemplo, várias vezes fala para a posteridade. Eles todos tinham muita consciência do julgamento da história.
No fundo os personagens principais seriam mesmo os três poetas, o filme tem muito da visão interna dos três poetas sobre os acontecimentos. É uma projeção da vida interna deles. Procuramos usar a câmara em alguns momentos como se fosse a posteridade. É para ela que os poetas se confessam".
"A cadeia interferiu na pessoa dos poetas causando uma virada quase de tipo infantil. O inquisidor se confundia com o pai julgador, a rainha com a figura materna. Isto pode se observar muito nos poetas, e praticamente nada em Tiradentes. Ele apenas assume a culpa dele: 'eu ideei tudo sem que ninguém me instigasse'".
"A conspiração aparece reconstituída a partir da cadeia. Os tempos se misturam. Cada uma daquelas reuniões em que os planos se tramavam com amenidade, são agora também um inventário de culpas, somadas nos diálogos, nas atitudes de circunstância. A câmera vai e volta dos salões para as celas. Os espaços se misturam. No mesmo plano os personagens ocupam os salões dos inconfidentes e o confinamento da cadeia, o espaço livre das nascentes do Andaraí, onde tudo começou, e os limites fechados de um plano próximo, cara a cara com o espectador".
"Assim, o trabalho do autor de um filme sobre a Inconfidência parte como um inquérito sobre um inquérito, só que sem torpeza, para chegar ao que nos interessa: um estudo do comportamento dos presos políticos, especialmente intelectuais de formação burguesa. Procurei abandonar a definição convencional dos personagens históricos para procurar a verdade de sua humanidade contraditória, e explicitar constantes modernas da história. O filme coloca a câmera em três tempos cardeais da visão: a hora da morte, o envolvimento do presente (a conspiração e a cadeia) e a frieza da perspectiva histórica, distanciada e implacavelmente crítica. Um filme sem piedade, sem trégua, que é ao mesmo tempo um réquiem comovido, se isso é possível".
Excertos de entrevistas concedidas por Joaquim Pedro de Andrade publicadas no Jornal do Brasil, em 15 de abril de 1972, na Revista do Brasil e em "Depoimento especial".
In: O Cinema de Joaquim Pedro de Andrade, publicado em 1º de agosto de 1976, por ocasião da retrospectiva de Joaquim Pedro organizada pelo Cineclube Macunaíma.
Para conferir dados da ficha técnica do filme, acessem os site da Filmes do Serro, responsável por sua realização: http://www.filmesdoserro.com.br/film_in.asp
Referências da palestra do Prof. Dr. Djalma Espedito de Lima
Bom dia, alunos de LB 5,
Abaixo estão as referências bibliográficas da palestra do Prof. Dr. Djalma Espedito de Lima sobre "A poesia de Cláudio Manoel da Costa", no dia 24/05.
REFERÊNCIAS
ABREU, Sylvio Fróes. Recursos minerais do Brasil. 2. ed. São
Paulo: Blücher/ Edusp; Rio de Janeiro: Instituto Nacional de
Tecnologia, 1973, v.1.
BACHELARD, Gaston. A Terra e os Devaneios da Vontade: ensaio sobre a imaginação das
forças. Trad. Maria Ermantina Galvão. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2001.
CANDIDO, Antonio. Formação da literatura brasileira: momentos decisivos, 1750-1880.
12. ed. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul; São Paulo: FAPESP, 2009.
______. Jagunços mineiros: de Cláudio a
Guimarães Rosa. In: Vários escritos.
São Paulo: Duas Cidades, 1970.
FREIRE, Francisco José [CANDIDO,
Lusitano]. Arte Poética ou Regras da
Verdadeira Poesia. Lisboa: Francisco Luís Ameno, 1748.
HANSEN, João Adolfo. Barroco,
neobarroco e outras ruínas. In: Teresa: revista de Literatura
Brasileira. São Paulo, n. 2, p. 10-66, 2001.
HANSEN, João Adolfo. Notas sobre o
Gênero Épico. In: TEIXEIRA, Ivan (org.). Multiclássicos Épicos. São
Paulo: Edusp; Imprensa Oficial, 2008, p. 15-91.
HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. 7. ed. Rio de Janeiro:
José Olympio, 1973.
______. Os Parceiros do Rio Bonito. 9. ed. São Paulo: Editora 34, 2001.
LOPES, Hélio. Cláudio, o lírico de Nise. São Paulo: Editora Fernando Pessoa,
1975.
______. Introdução
ao Poema Vila Rica. Juiz de Fora: Esdeva, 1985.
______. Letras de Minas e Outros Ensaios. Seleção e apresentação de Alfredo
Bosi. São
Paulo: Edusp, 1997.
LUZÁN Y
GURREA, Ignácio de. La poética o reglas de la poesía en general y de sus
principales especies. [1737]. Barcelona: Labor, 1974.
MARCOVITCH, Jacques. Pioneiros e empreendedores: a saga do
desenvolvimento no Brasil - Volume 3. São Paulo: Edusp; São Paulo: Saraiva,
2007.
PALLAVICINO, Sforza. ARTE Dello
Stile, […]. Bologna:
Giacomo Monti, 1647.
RIBEIRO, João. Carta ao Sr. José Veríssimo sobre a Vida e as Obras do poeta.
[out.-1901]. In: PROENÇA FILHO, Domício (org.). A Poesia dos Inconfidentes. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1996, p.
5-27.
SCHWARZ, Roberto. Os sete fôlegos de um
livro. In: Sequências Brasileiras:
ensaios. São Paulo: Companhia das Letras, 1999.
VEGA,
Félix Arturo Lope de. El peregrino en su
patria [1604]. Madrid: Castalia, 1973.
VOLTAIRE
[François Marie Arouet]. Essai sur la poésie épique. In: Ouvres Complétes. Paris: Firmin-Didot Fréres, 1834, tome X.
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Cláudio Manuel da Costa
Boa tarde, alunos de LB V,
Os textos a serem lidos para a semana que vem são os seguintes:
- CANDIDO, Antonio. No limiar do novo estilo: Cláudio Manuel da Costa. In: Formação da literatura brasileira - Momentos Decisivos 1750 a 1880. 12. ed. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul; São Paulo: FAPESP, 2009, p. 88-108. e 2;
- COSTA, Cláudio Manuel da. Vila Rica. Canto IV, versos 1-92.
O segundo texto pode ser encontrado no link a seguir: https://dl.dropboxusercontent.com/u/78545101/Vila%20Rica%20-%20IV%20%281%29.pdf
Sintam-se à vontade para comentar os textos da terceira parte do curso, a partir desta postagem.
Bom fim de semana a todos.
Os textos a serem lidos para a semana que vem são os seguintes:
- CANDIDO, Antonio. No limiar do novo estilo: Cláudio Manuel da Costa. In: Formação da literatura brasileira - Momentos Decisivos 1750 a 1880. 12. ed. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul; São Paulo: FAPESP, 2009, p. 88-108. e 2;
- COSTA, Cláudio Manuel da. Vila Rica. Canto IV, versos 1-92.
O segundo texto pode ser encontrado no link a seguir: https://dl.dropboxusercontent.com/u/78545101/Vila%20Rica%20-%20IV%20%281%29.pdf
Sintam-se à vontade para comentar os textos da terceira parte do curso, a partir desta postagem.
Bom fim de semana a todos.
sexta-feira, 10 de maio de 2013
"Barroco, neobarroco e outras ruínas"
Caros estudantes de LB 5,
Esta postagem está aberta para ainda fazer comentários referentes à "parte 2" do curso.
Na próxima aula, será abordado o ensaio "Barroco, neobarroco e outras ruínas", de João Adolfo Hansen.
Publicado originalmente na revista Teresa (v. 2, 2001), é possível encontrá-lo em outros periódicos. Um deles é a revista Floema (Ano II, n. 2 A, 2006), que se encontra online. O link para o texto é o seguinte: http://periodicos.uesb.br/index.php/floema/article/viewFile/78/85
Até mais!
Esta postagem está aberta para ainda fazer comentários referentes à "parte 2" do curso.
Na próxima aula, será abordado o ensaio "Barroco, neobarroco e outras ruínas", de João Adolfo Hansen.
Publicado originalmente na revista Teresa (v. 2, 2001), é possível encontrá-lo em outros periódicos. Um deles é a revista Floema (Ano II, n. 2 A, 2006), que se encontra online. O link para o texto é o seguinte: http://periodicos.uesb.br/index.php/floema/article/viewFile/78/85
Até mais!
SOBRE O TRABALHO FINAL
O trabalho final consiste numa monografia, de 7 a 10
páginas (Times New Roman, 12, espaço 1 e meio), sobre os seguintes assuntos:
1. O jesuitismo e a representação dos ameríndios
1. O jesuitismo e a representação dos ameríndios
Bibliografia:
Seleção de cartas de Manuel da Nóbrega; O auto de São Lourenço, de Anchieta; “A arte das cartas jesuíticas no
Brasil” e “A conversão pela política”, de Alcir Pécora; “Anchieta ou as flechas
opostas do sagrado”, de Alfredo Bosi; “Sobre os canibais”, de Montaigne;
“A inconstância da alma selvagem”, de Eduardo Viveiros de Castro; O canibal [especialmente caps. 1 e 4], de Frank
Lestringant; A
conquista da América (A questão do outro), de T. Todorov.
2. Retórica e história em Gregório de
Matos e Antonio Vieira
Bibliografia: A sátira e o engenho, de J.A. Hansen, “Cap. I – Um nome por fazer”, pp. 29-103; O sequestro do Barroco na Formação da Literatura Brasileira, de Haroldo de Campos; “Os sete fôlegos de um livro”, de Roberto Schwarz. In: Sequências brasileiras, pp. 46-58; “Gregório de Matos: poesia e controvérsia”, de Antonio Dimas. In: América Latina: palavra, literatura e cultura, org. Ana Pizarro, vol. 1, pp. 335-357.
3. A lírica árcade: análise comparativa entre um soneto de Cláudio Manuel da Costa e uma lira de Tomás Antônio Gonzaga
Bibliografia: “O ideal arcádico”, de Sérgio Buarque de Holanda. In: Capítulos de literatura colonial, pp. 177-226; “No limiar do novo estilo: Cláudio Manuel da Costa”, de Antonio Candido. In: Formação da literatura brasileira, p. 88-108; "Estes penhascos - Cláudio Manoel da Costa e a paisagem de Minas", de Sérgio Alcides; Cláudio Manuel da Costa, o letrado dividido, de Laura de Melo e Souza.
Bibliografia: A sátira e o engenho, de J.A. Hansen, “Cap. I – Um nome por fazer”, pp. 29-103; O sequestro do Barroco na Formação da Literatura Brasileira, de Haroldo de Campos; “Os sete fôlegos de um livro”, de Roberto Schwarz. In: Sequências brasileiras, pp. 46-58; “Gregório de Matos: poesia e controvérsia”, de Antonio Dimas. In: América Latina: palavra, literatura e cultura, org. Ana Pizarro, vol. 1, pp. 335-357.
3. A lírica árcade: análise comparativa entre um soneto de Cláudio Manuel da Costa e uma lira de Tomás Antônio Gonzaga
Bibliografia: “O ideal arcádico”, de Sérgio Buarque de Holanda. In: Capítulos de literatura colonial, pp. 177-226; “No limiar do novo estilo: Cláudio Manuel da Costa”, de Antonio Candido. In: Formação da literatura brasileira, p. 88-108; "Estes penhascos - Cláudio Manoel da Costa e a paisagem de Minas", de Sérgio Alcides; Cláudio Manuel da Costa, o letrado dividido, de Laura de Melo e Souza.
4. O Uraguai e a questão da epopeia nacional
Bibliografia: O Uraguai e a fundação da Literatura Brasileira, de Vânia Pinheiro Chaves; “O disfarce épico de Basílio da Gama”, de Antonio Candido. In: Formação da literatura brasileira: momentos decisivos, pp. 131-140; “A dois séculos d’O Uraguai” e “O Uraguai”, Canto IV, Versos 22-109”. In: Vários Escritos, pp. 161-185; “As sombras das luzes na condição colonial”, de Alfredo Bosi. In: Literatura e resistência, pp. 87-117.
Espera-se que o aluno formule uma questão a partir de um desses assuntos e possa desenvolvê-la e fundamentá-la lançando mão da bibliografia indicada. Para a avaliação serão levados em conta: 1) Pertinência da abordagem escolhida para a questão proposta; 2) desenvolvimento da questão/ argumentação; 3) utilização de bibliografia adequada; 4) relação da abordagem com questões discutidas ao longo do curso; 4) redação.
Os alunos que quiserem tratar de algum outro texto ou assunto não contemplado nas quatro opções acima devem entregar uma pequena proposta de trabalho (dois ou três parágrafos, acompanhados da bibliografia que pretende utilizar e justificativa do interesse pelo assunto a ser abordado) até 24 de maio de 2013, no horário da aula.
A data de entrega do trabalho final é 27/06.
sexta-feira, 3 de maio de 2013
A prosa de Antonio Vieira
Caros estudantes de LB V,
Nesta postagem, vocês poderão fazer comentários sobre a prosa de Antonio Vieira.
As próximas aulas, nos dias 09 e 10 de maio, serão, em especial, sobre o "Sermão da Sexagésima".
Bom fim de semana a todos.
Até mais!
Óleo sobre tela, 1680 x 1280 mm. Casa Cadaval, Muge, Portugal. Obra de autor desconhecido com a efígie do célebre padre jesuíta, retratado num escritório, com o manuscrito da Clavis Prophetarum, obra deixada inédita e só publicada e traduzida em 2000.
Nesta postagem, vocês poderão fazer comentários sobre a prosa de Antonio Vieira.
As próximas aulas, nos dias 09 e 10 de maio, serão, em especial, sobre o "Sermão da Sexagésima".
Bom fim de semana a todos.
Até mais!
"Não nego nem quero dizer que o sermão não haja de ter variedade de discursos, mas esses hão-de nascer todos da mesma matéria e continuar e acabar nela. Quereis ver tudo isto com os olhos? Ora vede: Uma árvore tem raízes, tem tronco, tem ramos, tem folhas, tem varas, tem flores, tem frutos. Assim há-de ser o sermão: há-de ter raízes fortes e sólidas, porque há-de ser fundado no Evangelho; há-de ter um tronco, porque há-de ter um só assunto e tratar uma só matéria; deste tronco hão-de nascer diversos ramos, que são diversos discursos, mas nascidos da mesma matéria e continuados nela; estes ramos hão-de ser secos, senão cobertos de folhas, porque os discursos hão-de ser vestidos e ornados de palavras. Há-de ter esta árvore varas, que são a repreensão dos vícios; há-de ter flores, que são as sentenças; e por remate de tudo, há-de ter frutos, que é o fruto e o fim a que se há-de ordenar o sermão. De maneira que há-de haver frutos, há-de haver flores, há-de haver varas, há-de haver folhas, há-de haver ramos; mas tudo nascido e fundado em um só tronco, que é uma só matéria. Se tudo são troncos, não é sermão, é madeira. Se tudo são ramos, não é sermão, são maravalhas. Se tudo são folhas, não é sermão, são verças. Se tudo são varas, não é sermão, é feixe. Se tudo são flores, não é sermão, é ramalhete. Serem tudo frutos, não pode ser; porque não há frutos sem árvore. Assim que nesta árvore, à que podemos chamar árvore da vida, há-de haver o proveitoso do fruto, o formoso das flores, o rigoroso das varas, o vestido das folhas, o estendido dos ramos; mas tudo isto nascido e formado de um só tronco e esse não levantado no ar, senão fundado nas raízes do Evangelho: Seminare semen. Eis aqui como hão-de ser os sermões, eis aqui como não são. E assim não é muito que se não faça fruto com eles".
["Sermão da Sexagésima", de Antonio Vieira (1608-1697). _______. Obras escolhidas, v. XI. Lisboa: Livraria Sá da Costa, 1954, p.228-229].Óleo sobre tela, 1680 x 1280 mm. Casa Cadaval, Muge, Portugal. Obra de autor desconhecido com a efígie do célebre padre jesuíta, retratado num escritório, com o manuscrito da Clavis Prophetarum, obra deixada inédita e só publicada e traduzida em 2000.
A legenda declara: «Retrato verdadeiro do Reverendo Padre António Vieira da
Companhia de Jesus, natural de Lisboa , varão insigne em todas as
ciências, e muito mais em virtude, foi de humildade e caridade heróica:
em Roma convenceu hereges, na África reduziu nações inteiras, sofreu com
suma fortaleza as maiores perseguições. O Papa Clemente X o honrou
singularmente na hora em que expirou, apareceu sobre o Colégio da Baía,
uma grande luz. Faleceu aos 4 de Julho de 1697 de quase 90 anos de
Idade.»
Disponível em: http://pt.wikipedia.org/wiki/Ficheiro:Padre_Ant%C3%B3nio_Vieira.jpg. Acesso em: 03/05/2013.
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